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	<title>Peristáltico</title>
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	<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 18:04:43 +0000</pubDate>
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		<title>Avós&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 17:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

		<category><![CDATA[av]]></category>

		<category><![CDATA[avós]]></category>

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		<description><![CDATA[Os avós são diferentes, muito diferentes dos pais. 
Não são melhores nem piores, mas diferentes.
Pais e mães são nascimento. Avós são boas-vindas.
Pais são trilha e caminho. Avós são paisagens!
Pais são aula, aprendizado, ensinamento. Avós são recreio.
Pais são alimento, nutrição. Avós são merenda.
Pais são alegria e sorriso. Avós são cócegas, gargalhada!
Pais são cores na tela. Avós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"><img class="alignleft size-full wp-image-250" title="vovos" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/vovos.gif" alt="vovos" width="148" height="160" /></span></span>Os avós são diferentes, muito diferentes dos pais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Não são melhores nem piores, mas diferentes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais e mães são nascimento. Avós são boas-vindas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são trilha e caminho. Avós são paisagens!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são aula, aprendizado, ensinamento. Avós são recreio.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são alimento, nutrição. Avós são merenda.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são alegria e sorriso. Avós são cócegas, gargalhada!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são cores na tela. Avós são inspiração para a pintura.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são lembranças para a vida toda. Avós são saudades que nos levam pelas mãos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são céu azul. Avós são brincadeira de ver animaizinhos nas nuvens.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são responsabilidade. Avós são o afrouxar da gravata ao fim do dia.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são a primeira lição. Avós, a reflexão.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são o primeiro presente. Avós são o dia bom de fazer grandes laços de fita.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são carinho, ternura. Avós, um colo imenso e fofo de dar gosto.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são aprender a arrumar a casa. Avós são o dia todo pra brincar de caça ao tesouro, tirando tudo do lugar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são arroz, feijão, batatinha, salada, tutu. Avós são pudim de leite com calda escorrendo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são a mão que segura na mão, para as primeiras letras. Avós são poesia.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são canção. Avós? Ah! Avós são as teclas de um piano ecoando na sala.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são olhar atento e cuidadoso. Avós são a visão da alma.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são histórias. Avós são a reinvenção dos enredos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Pais são pais. Avós são tudo o que eles são, com direito a tudo em dobro!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Um abraço grande a todos os avós em seu dia!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Ney Mourão   </p>
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		<title>Amor romântico: eu quero um pra viver!</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 14:22:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

		<category><![CDATA[Gestos e indigestões]]></category>

		<category><![CDATA[amor romântico]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de receber de uma amiga - por quem nutro uma amizade romântica e carinhosa - um texto apregoando a falência do amor romântico. Esta é uma corrente meio &#8220;modernosa&#8221; e cada vez mais frequente de psicanalistas e fisósofos que defendem essa história de &#8220;morte do amor romântico&#8221;. No Brasil há expoentes ilustres, como o Gikovate, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;" dir="ltr"><img class="alignleft size-full wp-image-245" title="princesa" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/princesa.jpg" alt="princesa" width="220" height="250" />Acabo de receber de uma amiga - por quem nutro uma amizade romântica e carinhosa - um texto apregoando a falência do amor romântico. Esta é uma corrente meio &#8220;modernosa&#8221; e cada vez mais frequente de psicanalistas e fisósofos que defendem essa história de &#8220;morte do amor romântico&#8221;. No Brasil há expoentes ilustres, como o Gikovate, o José Ângelo Gaiarsa, a Márcia Tiburi, O que acho interessante é que todos os chamados defensores de um outro tipo de amor, &#8220;não romantico&#8221;, quase sempre, são pessoas mal-humoradas, feias, declaradamente arredias e de aspecto bastante irritadiço. Apesar de ricas, famosas e bem-sucedidas, não parecem ser pessoas muito felizes, alegres. Têm sempre uma alfinetada contra a realidade do mundo e contra as relações, de um modo geral, distribuindo receitas de relacionamentos saudáveis. Perdoem-me a expressão, mas não me parecem que são seres lá muito felizes na cama, no lar ou no dia-a-dia. Nunca vi o Gikovate dar uma boa risada. Nunca vi o Gaiarsa gargalhar. Nunca vi a Márcia Tiburi expressando um jeito amorosamente pleno de lidar com as pessoas.</div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr"> </div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr">Acho, sim, que as pessoas devem buscar o &#8220;ser&#8221; em essência, antes de ancorar-se em outro. Mas creio que o amor deve, sim, ser romântico. Pessoas que se amam devem, sim, estar atentas e cuidadosas com o outro. Buscar estabelecer pontes, elos e não paredes e couraças, como em alguns momentos essa corrente do amor racionalizado e não-romântico costuma pregar. Estamos cada vez mais contaminados pela individualidade, pelo &#8220;eu sozinho&#8221;. E, se me apontarem algum &#8220;eu sozinho&#8221;, mas totalmente sozinho, e feliz, nessa multidão de seis bilhões e oitocentas milhões de almas na Terra, eu gostaria muito de conversar com ela, para saber como conseguiu.</div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr"> </div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr">O desafio é, sim, o convívio. O convívio respeitoso e não-invasivo. Mas há momentos em que EU, esse ser pretensamente pleno, tenho que ter a humildade de reconhecer-me, sim, como um ser em alguns momentos incompleto, que carece de um outro, sim. Nem que seja para me dar um beliscão e me acordar pra realidade e me mostrar que o mundo não é meu próprio umbigo. Meu parceiro ou minha parceira precisa ser corajoso, pra me apontar os desafios que preciso enfrentar e, se for forte o suficiente para me oferecer auxílio, nada melhor e mais humano. E talvez nada mais divino, em nossa essência. </div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr"> </div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr">O que é um &#8220;amor não-romântico&#8221;? Se alguém conseguir me explicar, sem cair num racionalismo esquisito, eu quero ouvir com atenção. Mas ainda acho que é preciso muita cautela, para não sermos incentivados, por gente que não conseguiu de fato descobrir o que é o amor, a cairmos numa individualidade, sofrida e causadora de sofrimentos.</div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr"> </div>
<div style="text-align: justify;" dir="ltr">Detalhe: em nenhum momento, em minha linha de pensamento, pensei em amor carnal ou sexual, nessa mensagem, que fique claro. Falo do amor de companheirismo e parceria que, pra mim, não pode excluir um certo romantismo - nem mesmo entre irmãos, pais e amigos. Nada mais romântico e belo que lembrar-me de um amigo com um gesto enamorado, sim, de uma mensagem cheia de carinho ou uma flor sem data marcada. E isso é, sim romantismo. Agradeço a quem praticar comigo. E acho estranho quem achar estranho.</div>
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		<title>A melhor de todas as religiões</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=240</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 19:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

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		<description><![CDATA[A melhor de todas as religiões?
Aquela que abraça a todos, como potenciais irmãos, amigos, membros da mesma família humana e planetária, independente de qualquer expressão de religião, religiosidade, ou mesmo perante a ausência delas.
Aquela onde, mais importante que o rito, seja o encontro entre almas a maior de todas as celebrações.
Aquela em que não haja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-241" title="religiosidade" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/religiosidade.jpg" alt="religiosidade" width="179" height="200" />A melhor de todas as religiões?<br />
<span style="font-size: small;">Aquela que abraça a todos, como potenciais irmãos, amigos, membros da mesma família humana e planetária, independente de qualquer expressão de religião, religiosidade, ou mesmo perante a ausência delas.<br />
</span>Aquela onde, mais importante que o rito, seja o encontro entre almas a maior de todas as celebrações.<br />
Aquela em que não haja a palavra escrita da leitura dogmática e inflexível, mas que exercite em seus membros o gesto de ouvir o outro, desprovendo-se de atribuições de verdades absolutas e percebendo cada criatura como um universo único, belo e repleto de mistérios e descobertas constantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">A melhor de todas as religiões?<br />
</span><span style="font-size: small;">Aquela que promova a felicidade, acima de todas as buscas. E que consiga que a felicidade de uns jamais comprometa o equilíbrio, a alegria, o bem-estar e a paz dos demais.<br />
</span>A melhor de todas as religiões, mais que ensinar, deve exercitar a prática do compartilhamento, da descoberta, mesmo que isso signifique sacrificar crenças anteriormente arraigadas, sabendo-se que a natureza e o Universo são, por si só, energias em constante evolução – e isso pressupõe a abertura a ideias novas, talvez ainda nem conhecidas.<br />
A melhor de todas as religiões é reveladora e libertária. E quem a praticar deve saber que ser livre é saber exatamente que, por sermos todos absolutamente iguais, basta que aquilo que sentimos como não-necessário e ruim para nós é, por si só, não-necessário e ruim para todos, sejam amigos ou inimigos, iguais ou diferentes, presentes ou ausentes, desde que habitem o mesmo Universo que nós.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor de todas as religiões?<br />
A que não confunde hierarquia com opressão e domínio. Que promova o exercício do diálogo, da confiança e do respeito. Que incentive a gratidão permanente, e que gratidão seja uma prática tão constante que se torne quase sinônimo de fé.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor religião difunde esperança. E percebe em cada pessoa uma potencial fonte de renovação do mundo. Quem segue a melhor de todas as religiões nem mesmo perdoa, já que jamais se magoa, ofende-se ou deixa-se levar pela injúria.<br />
A melhor de todas as religiões é humilde. E, como tal, não julga às demais. Não oferece suas portas como templos da salvação exclusiva. Pelo contrário, é a arena acolhedora e cuidadora dos que buscam. Ela, por si, deve encarar-se também como eterna buscadora, percebendo-se como não-pronta, já que a verdade pode estar além de suas portas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Quem professa a melhor de todas as religiões conecta-se com o bem não apenas em um templo, mas em todo e qualquer lugar, já que é no exercício diário da vivência e da convivência que se conhece o verdadeiro caráter e os anseios efetivos de cada ser em busca do desenvolvimento, da paz, da ética, do respeito ao semelhante. Assim, cada rua, cada trilha, cada lar, cada ambiente de trabalho, cada aposento, cada canto, cada automóvel, cada espaço ocupado por uma alma ou por uma energia pulsante, seja animal, vegetal ou mineral, é o templo onde deve ser exercida esta, a melhor de todas as religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;">A melhor de todas as religiões confunde-se com abraços humanitários e solidários e olhares repletos de carinho universal. Confunde-se com compreensão, caridade e tolerância.<br />
A melhor de todas as religiões não precisa ter um nome, uma marca ou um signo identificador. Ela transcende fronteiras de países, línguas e raças.  </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Amor! Eis a melhor de todas as religiões.<br />
</span><span style="font-size: small;">Que sejamos capazes. Que assim seja!</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><em><strong>(Ney Mourão)</strong></em></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Parabéns, mulheres!</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=145</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 21:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ruminando literatices]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 
Bem-aventuradas todas as mulheres…
Bem-aventuradas as fortes e as carentes…
As que clamam por afagos e afeição…
As que amam seus filhos, com devoção,
As que imploram por justiça e pão.
Bem-aventuradas todas as mulheres,
De raça, de fibra e de cor,
Multifacetadas, plurais e únicas,
Obras de arte do Criador…
Bem-aventuradas as mulheres
Que sentem na carne a dor
Do parto, da partida, das despedidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_146" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><img class="size-full wp-image-146 " title="pensadora" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/pensadora.jpg" alt="Foto: Ney Mourão" width="255" height="210" /><p class="wp-caption-text">Foto: Ney Mourão</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;">Bem-aventuradas todas as mulheres…<br />
Bem-aventuradas as fortes e as carentes…<br />
As que clamam por afagos e afeição…<br />
As que amam seus filhos, com devoção,<br />
As que imploram por justiça e pão.</p>
<p>Bem-aventuradas todas as mulheres,<br />
De raça, de fibra e de cor,<br />
Multifacetadas, plurais e únicas,<br />
Obras de arte do Criador…</p>
<p>Bem-aventuradas as mulheres<br />
Que sentem na carne a dor<br />
Do parto, da partida, das despedidas e chegadas.<br />
Bem-aventuradas todas, todas as mulheres…<br />
As bem nascidas, as mal-amadas…<br />
As donas de casa, as donas do mundo…<br />
As donas do próprio nariz…</p>
<p>Bem-aventuradas as mulheres…<br />
As que andam corretas, as que se perdem por um triz…<br />
Bem-aventuradas as filhas, as mães,<br />
Bem-aventuradas as estéreis, as de espíritos santos…<br />
As que amamentam e cuidam…</p>
<p>Bem-aventuradas as pacientes, as impacientes,<br />
As doutoras e doentes…<br />
Bem-aventuradas as mulheres…<br />
As normais, as loucas, as cientes…<br />
Bem-aventuradas as que aprendem<br />
As que ensinam, as que já nascem sabendo…</p>
<p>Bem-aventuradas todas as mulheres…<br />
Bem-aventurada você!!!<br />
<strong><span style="color: #ff6600;">(Ney Mourão - Do livro &#8220;Notas Dispersas pelas Paredes&#8221;)</span></strong></p>
<p><strong><em>Às leitoras do meu blog, meu abraço, com carinho!</em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um canto que vem do Haiti</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=236</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 14:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

		<category><![CDATA[Haiti]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio ao caos, à desolação e aos escombros do Haiti, um acontecimento que mereceria a maior de todas as manchetes. Depois de uma semana – isso mesmo: UMA SEMANA! -, um homem não se afastou por um segundo do local onde estaria a sua mulher. Apesar de todos os esforços das pessoas, dizendo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-bidi-language: AR-SA;" lang="PT-BR"><img class="alignleft size-full wp-image-237" title="haiti" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/haiti.jpg" alt="haiti" width="200" height="147" />Em meio ao caos, à desolação e aos escombros do Haiti, um acontecimento que mereceria a maior de todas as manchetes. Depois de uma semana – isso mesmo: UMA SEMANA! -, um homem não se afastou por um segundo do local onde estaria a sua mulher. Apesar de todos os esforços das pessoas, dizendo que não havia mais chance dela estar viva, debaixo de tanto cimento, ferro retorcido, poeira, ele disse que ainda tinha esperanças e uma certeza absoluta de que ela estaria viva. Dali ele são sairia, até que lhe provassem o contrário!</p>
<p>Nenhum ruído deu a ele essa esperança. Ao redor, apenas o vazio, a ruína, o desespero. Nenhum gemido ao longe que pudesse acenar com a possibilidade de que sua esposa ainda respirasse, por milagre, lá debaixo.</p>
<p>Depois de UMA SEMANA, sem dali se afastar, ele acompanha um trator com uma pá empilhadeira retirar toneladas de pedaços de paredes. A empilhadeira, para todos, a metáfora definitiva de que, por vidas humanas, não havia mais o que fazer. Necessário limpar, retirar as lajes caídas, o pó. No entanto, o homem continua lá, sozinho em sua esperança, firme na expectativa de que sua esposa apertasse sua mão e olhasse pelo menos mais uma vez, com vida, em seus olhos. Permanecendo em uma certeza quase insana.</p>
<p>Até que se ouve um pequeno e longínquo gemido. Sim! Um gemido. Um pedido de socorro. DELA! Viva! Tão lá embaixo que foi preciso uma microcâmera para percebê-la. Lá em cima, o marido, cavando com as mãos, num gesto infrutífero, mas revelador de um amor que não tem barreiras físicas. Não! Com as mãos, não! Com as unhas. Feito garras, um bicho tresloucado de amor, tentando rasgar o chão e o concreto, que o separava de um corpo vivo, que clamava por socorro.</p>
<p>Desceram um microfone até a mulher e ela, então, fez duas coisas: primeiro, disse que, caso ela morresse, a coisa que mais importava para ela, naquele momento, era que ele soubesse que ela o amava. Debaixo de uma pilha enorme de concreto e sob um mundo desabado, ela disse que o que mais importava era a revelação de seu amor.</p>
<p>Que morresse, mas que ele tivesse essa certeza!</p>
<p>Depois do dito, ela&#8230; CANTOU!</p>
<p>Um canto que pareceu não sair da garganta, mas que veio da alma. Um canto que veio de algum lugar onde mulheres dizem aos amados que eles são importantes, ainda que hajam escombros, destroços, misérias, desigualdades, injustiças, guerras, preconceitos. Um canto de amor correspondido. Um canto que veio de um lugar onde os amantes transformam unhas e garras, para tentar mover um mundo que parece não sair do seu lugar de infelicidades e prantos.</p>
<p>Um canto que, como aquele amor, demonstrado ali, em poucos minutos, diante das câmeras, talvez tenhamos que aprender como a mais bela de todas as canções.</p>
<p>Os noticiários do mundo dedicaram longas e longas horas para mostrar os escombros, a luta pelos alimentos, a tragédia. E poucos segundos, para o homem que acreditou que havia razão para a esperança em meio ao caos, e para a mulher que revelou o amor acima de toda a destruição. E milésimos de segundos, para o canto.</p>
<p>Quisera eu saber aquela melodia, para sair por aí, cantando a todos. Quisera eu que aquele amor se espalhasse pelo mundo, contaminasse cada ser humano como uma bactéria que se instalasse nos corações e nenhuma vacina pudesse jamais prevenir, nenhum tratamento pudesse jamais medicar.</p>
<p>Quisera eu que todos nós acreditássemos na possibilidade do amor, da esperança, do canto! E que essas coisas pudessem ser manchetes diárias, em letras garrafais, a cada manhã de nossas vidas!</p>
<p>Que tenhamos pelo menos um pouco de humildade para aprender com aquele casal. Não sei os seus nomes. Talvez não saberemos nunca. Talvez não saibamos que, como todos, sofreram dificuldades cotidianas, enfrentaram problemas de relacionamento, tiveram que aprender que conviver é um gesto cotidiano de oferta.</p>
<p>O que sabemos é que são sábios, em seu amor e esperança. Com toda a sua aparente simplicidade e pobreza, ricos e sábios, em sua cumplicidade capaz de remover destroços e aproximar corpos, corações e almas.</p>
<p>Amemos&#8230; E cantemos!</span></p>
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		<title>Pensando alto&#8230;</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=233</link>
		<comments>http://neymourao.com.br/blog/?p=233#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 21:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma grande tragédia, dê a um grupo de pessoas um saco de alimentos. A capacidade de compartilhar será diretamente proporcional à medida exata do merecimento que elas têm para serem salvas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em uma grande tragédia, dê a um grupo de pessoas um saco de alimentos. A capacidade de compartilhar será diretamente proporcional à medida exata do merecimento que elas têm para serem salvas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Carta aos homens do futuro</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=228</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 19:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quase uma década, escrevi o texto abaixo, para um ser que acabara de deixar, com um choro de protesto, a barriga grande, bonita e esperançosa de uma mamãe&#8230; Hoje, o ser já é um menino lindo. Um jovem ser, com os olhos fincados no futuro e os pés brincando no presente.
 
Sobre os avanços tecnológicos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; color: teal; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR">Há quase uma década, escrevi o texto abaixo, para um ser que acabara de deixar, com um choro de protesto, a barriga grande, bonita e esperançosa de uma mamãe&#8230; Hoje, o ser já é um menino lindo. Um jovem ser, com os olhos fincados no futuro e os pés brincando no presente.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; color: teal; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; color: teal; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR">Sobre os avanços tecnológicos, em quase uma década, vivemos um turbilhão. Mas a solidificação do amor ainda está longe de ser a maior de nossas conquistas. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; color: teal; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; color: teal; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR">Nesse Natal e Ano Novo, deu-me vontade de surrupiar a carta que escrevi naquele dia cheio de crenças e espalhá-la pelo meu universo de amigos. Quem sabe ela chegue aos homens que um dia farão o futuro. Um futuro que, espero, seja sorridente e belo. E que eu venha a conhecer, quem sabe, logo, o menino a quem a carta um dia foi escrita&#8230; E o futuro que ele me inspirou desejar!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; color: teal; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; color: teal; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>A todos vocês, o desejo de que um dia o ódio, as injustiças, a desigualdade e a falta de fé sejam páginas tão amarelas e na história do Homem como esse texto, que hoje reencontrei.</span></strong><img class="alignleft size-full wp-image-229" title="futuro" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/01/futuro.jpg" alt="futuro" width="220" height="176" />Nicholas,</p>
<p>Feliz futuro! E que ele comece a ser construído agora!</p>
<p>******************************</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">O futuro vai ser um lugar sem guerras, sem fome e sem injustiças. O futuro vai ser um lugar onde as pessoas se respeitam, se amam e não conhecem outro tipo de tratamento se não a ética. O futuro vai ser um lugar onde as crianças terão saúde, lazer, paz social, educação, alimentação – aliás, bens que todos os seres humanos terão, irrestritos e incondicionais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">O futuro, Nicholas, será sempre colorido, haverá música de qualidade espalhada por todos os lados e as pessoas estarão tão felizes que dançarão pelas praças, nos finais de tarde. Haverá grandes festivais de alegria, sem nenhuma data marcada, apenas para celebrar a vida e a eterna paz conquistada. No futuro, a tecnologia será empregada em favor do homem – por isso, teremos ruas sem poluição, poucos carros, muitas árvores e canteiros pelas ruas, onde as pessoas farão piqueniques com suas avozinhas. Estas, coradas e robustas, estarão felizes com a fórmula da eterna juventude e, aos 130 anos, saudáveis, vigorosas e cheias de projetos, ensinarão aos seus netinhos a bênção de fazer parte do belo gênero humano.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">No futuro, caro Nicholas, toda a humanidade celebrará também o conhecimento de outras nações planetárias irmãs. Como nossos irmãos espalhados pelo Universo, teremos aprendido que Deus, em sua misericórdia infinita, nos concebeu, de fato, como membros de uma espetacular família cósmica.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">É provável que, no futuro, belo Nicholas, você ache graça nesta mensagem tão rudimentar, escrita com um teclado em uma máquina chamada computador, em um ambiente chamado internet. Na verdade, sei que iremos muito além disso, simpático Nicholas. Mensagens holográficas tridimensionais, telepatia aplicada a cursores eletrônicos, transportadores de moléculas, objetos que mudam de forma para ajudar as pessoas a cumprirem as suas funções, casas inteligentes, conforto e segurança terão atingido o seu exponencial grau. E, sempre repletos de infinita sabedoria, os homens continuarão buscando aperfeiçoar-se mais e mais, eternamente comprometidos, no entanto, com o amor pelo seu semelhante.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">É provável que você esteja lendo esta mensagem sentado à beira de uma fonte de água límpida, em um dos muitos riachos de águas cristalinas que farão parte das paisagens urbanas. Pássaros que cantam ao seu redor estarão inspirando seu encantamento e alegria. Este velho amigo, que um dia tocou com muito respeito a barriga de sua mãe, não estará mais aqui. No entanto, você não estará triste com isto. Nós, do maravilhoso gênero humano, teremos descoberto que não há morte. Na verdade, caminhamos resolutos em direção a outros mágicos nascimentos. Aqui, ali, em outros planos, encontramos e somos encontrados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Uma coisa é certa, Nicholas: no futuro, nada será tão importante quanto o amor e a amizade. E é com muito amor que desejo que tudo isto, todas estas coisas tão sonhadas para o futuro já sejam realidade quando você estiver pronto para trabalhar, estudar, crescer, ser feliz. Se tudo não estiver ainda por aí, não se esqueça: é apenas uma questão de tempo. Nada poderá deter a chegada de nossa natural missão para o progresso, a excelência, a competência e a plenitude. Para isso fomos moldados: eu, você, seus amigos, sua família, todo o Universo!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Peço-lhe um favor: conte aos seus amigos, do futuro que estará por vir, tudo isto que lhe revelo agora, em segredo. Conte a eles sobre este futuro, para que eles se preparem, como você, com certeza, terá sido preparado, em um lar de harmonia e amor, para os mais belos dias. Afinal, acreditar no futuro melhor faz com que ele possa ser almejado e efetivamente construído.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Felicidades, Nicholas, hoje e em todos os dias do futuro que começa nos próximos minutos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Um grande abraço,</p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">do já amigo</p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Ney Mourão</p>
<p class="MsoNormal" style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; mso-ansi-language: PT-BR;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p style="text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">(No dia 21 de setembro de 2002, em uma cidade chamada Belo Horizonte, no Brasil, quando ainda havia fronteiras, em uma manhã que, neste exato instante, já é passado).</p>
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		<title>O &#8220;novo&#8221; Enem e uma velha e burra mentalidade</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 20:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gestos e indigestões]]></category>

		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

		<category><![CDATA[Enem]]></category>

		<category><![CDATA[vestibular]]></category>

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		<description><![CDATA[Na estrutura educacional vigente, os cursinhos foram a total aberração institucionalizada, aceita e sedimentada.
Alunos sonham mais com um &#8220;bom&#8221; cursinho (isso existe?) do que com uma boa formação. Alunos passam a pagar CARO para aprender &#8220;macetes&#8221;, em salas entulhadas, cheias de professores &#8220;engraçadinhos&#8221;, sem a menor
preocupação com a Educação, a formação humana, valores ou qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-225" title="lapis" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/lapis.jpg" alt="lapis" width="200" height="134" />Na estrutura educacional vigente, os cursinhos foram a total aberração institucionalizada, aceita e sedimentada.</p>
<p>Alunos sonham mais com um &#8220;bom&#8221; cursinho (isso existe?) do que com uma boa formação. Alunos passam a pagar CARO para aprender &#8220;macetes&#8221;, em salas entulhadas, cheias de professores &#8220;engraçadinhos&#8221;, sem a menor<br />
preocupação com a Educação, a formação humana, valores ou qualquer coisa semelhante. Se os alunos estiverem fazendo o que for pelos corredores (e isso se estiverem lá e não no barzinho da esquina mais próximo), desde que não importunem as salas apinhadas e não depredem o patrimônio, está tudo bem.</p>
<p>Os professores (que deveriam, em essência, ser educadores) transformaram-se em &#8221;treinadores&#8221; em reconhecimento de questões que mais aparecem, uma espécie de &#8220;detetives&#8221; ou &#8220;farejadores&#8221; daquilo que mais pode vir a ser pedido. Na Literatura, os cursinhos imprimem resumos dos livros ou, então, os mais moderninhos, fazem acordos comerciais com companhias teatrais de qualidade pra lá de duvidosa que apresentam dramatizações dos romances escolhidos pelas Comissões de Vestibulares, como se isso substituísse o gesto e a formação em competência de leitura.</p>
<p>Agora, transformam o Enem em um novo vestibular. Um provão. Deturpando o seu caráter inicial e louvável de avaliador do ensino, de avaliador de conteúdos e de um instrumento de tentativa de avaliação nacional dos processos regionais. No início, falava-se até na aplicação prática do &#8220;pensar globalmente e agir regionalmente&#8221;. Um avanço!</p>
<p>Agora, sabe-se lá através das mentes de que anta burocrática, volta-se a uma velha mentalidade, anterior até mesmo aos cursinhos. Uma mentalidade que teve sua origem na visão esquizóide da ditadura militar que centralizava o controle e enfraquecia o regionalismo. O &#8220;provão&#8221; que se tornou o &#8220;novo&#8221; Enem é apenas uma prova a mais. Longa, extenuante, chata. E que já começa a gerar novos &#8220;cursinhos preparadores para a prova do Enem&#8221;.</p>
<p>E repleto de falhas de infraestrutura. Nem falo da vexamosa e escandalosa fraude na primeira tentativa de aplicação em 2009, mas em diversas outras. Erros grosseiros nos cartões de inscrições, ausência de treinamentos de fiscais nas escolas, professoras que aplicaram as provas em seus próprios alunos e &#8220;deram uma forcinha&#8221; nas questões na hora da prova.  Equívocos e atrasos na divulgação de gabaritos. Houve até lugares em que fiscais sequer conferiram documento de identidade. Uma prova incontestável de incompetência e falta de planejamento. Pareceu, aos olhos perplexos dos alunos, que quem deveria avaliá-los estava sendo reprovado na avaliação de seu desempenho.</p>
<p style="text-align: justify;">Breve, teremos especialistas em fazer a prova no lugar dos alunos, enquanto os alunos curtem outras bizarrices pelo mundo afora.  Talvez longe das salas dos cursinhos, em um barzinho, já que ninguém tem mesmo estômago, com a idade dessa meninada, pra se preparar para prova tão chata - e sem a menor credibilidade.</p>
<p>É isso. Perfeito! Para um país às avessas, perfeito. Bizarro! Para um país de bizarrices, apenas mais uma no nosso cenário educacional!</p>
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		<title>Pensamentos multicores em uma manhã cinzenta</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 11:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gestos e indigestões]]></category>

		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Na novela &#8220;Viver a Vida&#8221;, atual folhetim dramatúrgico de Manoel Carlos, na Rede Globo, às nove da noite, há alguns capítulos uma cena forte causou polêmica. A personagem Helena (única de quem sei o nome, por não estar acompanhando com fidelidade e por ser mesmo péssimo para guardar nomes), após um desentendimento com sua oponente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-219" title="bofetada" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/bofetada-300x165.jpg" alt="bofetada" width="300" height="165" />Na novela &#8220;Viver a Vida&#8221;, atual folhetim dramatúrgico de Manoel Carlos, na Rede Globo, às nove da noite, há alguns capítulos uma cena forte causou polêmica. A personagem Helena (única de quem sei o nome, por não estar acompanhando com fidelidade e por ser mesmo péssimo para guardar nomes), após um desentendimento com sua oponente, recusa-se a viajar com ela, no exterior. Separadas, sua oponente sofre um grave acidente e corre o risco de ficar tetraplégica. A mãe da acidentada visita Helena e, em uma cena carregada de carga dramática, Helena cai de joelhos, sentindo-se culpada por algo que foi puramente destino, pedindo perdão à mãe revoltosa e indignada. A mãe não aceita e ali, sem dó nem piedade, desfecha uma bofetada na ajoelhada aos seus pés. Só faltou dar uma cusparada no rosto, para a cena ser ainda mais real e violenta. O drama põe o calor aguardado à trama, até então morna de provocar bocejos.</p>
<p>Até aí, nada demais. Só que a personagem que cai de joelhos e leva o tapa é&#8230; negra!!! E a personagem que esbofeteia, com fúria uterina é&#8230; branca!!! Pronto! Formou-se o quadro necessário para a polêmica! Têm surgido, pela internet - e mais especificamente em minha caixa de emails, diversas mensagens indignadas, de pessoas ligadas a movimentos de defensores ds direitos negros, criticando a cena, atribuindo-lhe uma metáfora à dominação do branco sobre o negro, do negro ajoelhado e escravizado, do racismo &#8220;dominante&#8221; no país. Luciana Brito, Mestre em História pela UNICAMP, do Movimento Negro Unificado da Bahia, chega a usar uma expressão irônica, dizendo que finalmente a Globo teria colocado a Helena negra &#8220;em seu lugar&#8221;- a de oprimida e vítima de racismo.</p>
<p>Sei que talvez todos os hacker negros do país infestem esse blog, mas não contenho a minha coceira digital em expressar a opinião a respeito.</p>
<p>Sinceramente, acho um tremendo exagero essa história. Tenho raízes negras. No Censo, afirmo-me como negro. Mas acho que há, por parte de muitos negros, um &#8220;racismo às avessas&#8221;. Certa vez, em sala de aula, eu disse que a situação estava preta e uma chata de galochas, dessas que respira e transpira o tempo inteiro discursos pseudo-defensores exagerados disse que essa é uma expressão racisa e que eu deveria ser processado por dizê-la. Perguntei a ela se, caso ela dissesse que alguém havia ficado &#8220;branco de susto&#8221; ou &#8220;branco de fome&#8221;, qual seria a pena pela besteira igualmente racista. Ou, se alguém soltasse um &#8220;amarelou&#8221;, deveria ser levado ao açoite, já que, seguramente, é um nipo-racismo ou algo tremendamente pejorativo contra a raça amarela.</p>
<p>Ora, há racismo, sim. Isso é inegável. Tratamos diferenciadamente um negro, nas mesmas situações de um banco. Fechamos instintivamente nossos vidros de automóveis, ao passar um negro correndo no sinal e levamos menos tempo a fazê-lo, caso o delinquente (mesmo) seja louro, de olhos azuis. Mas não há racismo em tudo e em todos os momentos. Ficamos brancos de susto, porque fcamos, de fato, sem oxigenação e nossas faces se tornam pálidas. Roxos de vergonha, porque nossos rostos se enrubescem e a tonalidade da pele fica arroxeada. Amarelamos, não porque nos tornamos japoneses, mas porque nossa tonalidade facial, quando amedrontados em excesso, é efetivamente pálida. Do ponto de vista holístico, inclusive, há explicações para essas cores, ligadas ao espectro da aura, dos chacras. Mas isso já são outras discussões, que envolvem crença, campo também perigoso, e que me abstenho de tocar nesse fórum. A coisa está preta porque tornou-se desprovida de cores. E a ausência de cores, sinto mito, não é branca. O branco, no espectro, é a presença de todas elas. Isso é Física. Não é racismo. Quando retiramos o colorido das coisas, elas se tornam pretas. No máximo, teria que tomar cuidado com a palavra &#8220;negra&#8221; para a coisa sem cor, já que negro, em língua portuguesa, e apenas em língua portuguesa há essa diferenciação, é o nome da raça.</p>
<p>No caso da novela, eu não traço aqui nenhuma defesa, já que não tenho acompanhado fielmente. Mas a cena em si, bastante forte e emocionante, eu vi, e não tem absolutamente nada a ver com racismo. Quem estava de joelhos era uma mulher que assumia para si a culpa por ter deixado em outro veículo uma pessoa a quem a mãe (por infeliz coincidência, a ex-esposa do seu atual parceiro) havia-lhe concedido a confiança do cuidado. Ora, quem estava de joelhos podia ser negra, japonesa, hindu (talvez o autor não tenhm colocado por que já estávamos cansados de tanto hindu na tela - Harebaba!), javanesa ou, pasmem, BRANCA! E quem deu a bofetada não batia em uma negra de joelhos, mas era uma mãe, que há pouco havia recebido a notícia de que a filha estaria condenada eternamente a uma cama, tetraplégica e dependente de totais cuidados. Uma filha mimada, sim. Uma filha para quem ela tinha projeções de sonhos e que via, na sua frente, a culpada pelo fato. A Helena que cai de joelhos poderia ser um homem, um homossexual. Nossa, nesse caso, os movimentos gays estariam em polvorosa, certamente, dizendo que a cena teria sido homofóbica e que &#8220;é sempre assim no país que espanca homossexuais, que coitadinho do homossexual, que coisa hedionda&#8230;&#8221;.</p>
<p>A mulher que estapeia poderia ser qualquer mãe inconformada que encontra uma maneira de dizer não a um pedido de perdão. Detalhe, para quem lê estas críticas &#8220;eloquentes&#8221; e defensoras de uma moral negra abalada e vilipendiada: foi Helena quem deu o primeiro tapa. A negra foi qem desferiu, em uma briga, após ser agredida verbalmente pela branca mimada e prepotente, um furioso tapa. A mãe branca (que poderia ser chinesa) soube do fato e ali, na lata, aproveitando-se da fragilidade de uma mulher que se sentia culpada, ajoelhada e indefesa, &#8220;devolveu&#8221; a bofetada.</p>
<p>Vi, ali, dois seres humanos. Mulheres. Em uma vigorosa cena. Forte e violenta, sim. Mas muito menos violenta, talvez, do que os desenhos animados que a mesma emissora transmite nas manhãs e que ninguém presta a menor atenção porque está no trabalho e deixou seus filhinhos à mercê dos negros aparelhos - negros, nesse caso, refiro-me, com ironia proposital, às telas de LCD dos lares da classe média brasileira.</p>
<p>Já que a Mestre em História usou a expressão &#8220;em seu lugar&#8221;, nesse caso específico deveria estar &#8220;em seu lugar&#8221;: no sofá de sua sala, de olhos bem atentos a um contexto geral, na sua telinha de LCD preta. A Globo não é flor que se cheire, convenhamos. E devemos, sim, ter uma leitura crítica dos meios de comunicação. Mas toda e qualquer leitura descontextualizada é perigosa. De brancos, de negros, de muçulmanos, de católicos ou seja lá de quem for. Inclusive de doutoras e mestras, negras ou brancas.</p>
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		<title>Dos meus professores pela vida&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 22:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ruminando sobre Educação]]></category>

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		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>

		<category><![CDATA[educação]]></category>

		<category><![CDATA[ensino]]></category>

		<category><![CDATA[professor]]></category>

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		<description><![CDATA[Mensagem
De  muitos professores, recebi as melhores respostas.
Dos melhores professores,  recebi as melhores perguntas, que fizeram a diferença para toda a  vida!
Com  muitos professores aprendi a lembrar conteúdos.
Com  os melhores professores, aprendi a esquecer as coisas que não tinham a menor  importância e valorizar as pequenas.
Com  muitos professores, soube [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mensagem</p>
<div><strong><span style="color: #000000;"><img class="alignleft size-full wp-image-216" title="lousa" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/lousa.bmp" alt="lousa" />De  muitos professores, recebi as melhores respostas.<br />
Dos melhores professores,  recebi as melhores perguntas, que fizeram a diferença para toda a  vida!</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores aprendi a lembrar conteúdos.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores, aprendi a esquecer as coisas que não tinham a menor  importância e valorizar as pequenas.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores, soube o que era disciplina e  autoridade.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores, descobri o prazer de brincar com responsabilidade e o  significado de autonomia e parceria com os que podem me ensinar em qualquer  lugar onde eu esteja.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores decorei fórmulas, que até hoje não  esqueço.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores, lembro ainda, com brilho nos olhos, de descobertas  fascinantes, que não estão escritas em lugar algum.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  alguns professores aprendi a ler e escrever. </span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores apaixonei-me pelas palavras e pela  poesia.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores hasteei bandeiras e entoei hinos  oficiais.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores meu coração bateu mais forte, vibrando pela minha pátria  universal.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores soube que deveria respeitar os  colegas.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores construí amizades que cultivo até hoje, amando-as  verdadeiramente e sabendo que respeito é apenas um dos ingredientes do amor  pleno.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores tive matérias e planos de aula.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores descortinei sonhos e tracei planos para a vida. </span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores fui obrigado a perceber a importância de acertar e ter boas  notas.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  os melhores professores percebi como é humano aprender com os nossos erros e  progredir através deles.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com  muitos professores usei instrumentos, como réguas, compassos, calculadoras e,  mais tarde, computadores e outras máquinas.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">Com os melhores professores usei o coração para saber como  fazer bom uso de tudo isso!</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #000000;">De muitos dos meus professores, confesso que  já me esqueci. Lembro-me de alguma coisa do que me ensinaram e valorizo cada um  dos ensinamentos.<br />
Dos melhores professores, nunca mais me esqueci.<br />
Nem deles,  nem de tudo o que com eles aprendi&#8230;</span></strong><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span class="546585317-15102009"><span style="font-size: small;"></p>
<p></span></span></span></div>
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