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	<title>Peristáltico</title>
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	<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 12:16:10 +0000</pubDate>
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		<title>Lacuna</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 04:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em tua ausência, sou carne, sou vísceras.
Sou magma, sou éter.
Cada veio, em mim,
é anseio de superfície.
Vento, tufão, fúria.
Lodaçal revolto pós-tempestade.
Sombra de potestades
deuses adormecidos
em altares abandonados
clamando devoção e vontade.
Sob tua lacuna, sou pavor e bravura
em litígio no peito.
Tonel repleto de contradições e agruras.
Tremores, rumores.
Indescritível, inescrutável
a mim mesmo.
Longe de ti, sou poço de vontade
de convergência e unidade.
Desejo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong></strong><br />
Em tua ausência, sou carne, sou vísceras.<br />
Sou magma, sou éter.<br />
Cada veio, em mim,<br />
é anseio de superfície.<br />
Vento, tufão, fúria.<br />
Lodaçal revolto pós-tempestade.<br />
Sombra de potestades<br />
deuses adormecidos<br />
em altares abandonados<br />
clamando devoção e vontade.<br />
Sob tua lacuna, sou pavor e bravura<br />
em litígio no peito.<br />
Tonel repleto de contradições e agruras.<br />
Tremores, rumores.<br />
Indescritível, inescrutável<br />
a mim mesmo.<br />
Longe de ti, sou poço de vontade<br />
de convergência e unidade.<br />
Desejo, concavidades,<br />
rosto colado, olhares, sorrisos,<br />
eternas intimidades.<br />
Sou isso e aquilo.<br />
Ânsia de vencer distâncias.<br />
Sôfrega busca de pontes.<br />
Um dar-se sem fim.<br />
Sou, sempre que dos teus olhos ausente,<br />
um sonho de um ti em mim que nunca termina!</h2>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Parabéns, mulheres!</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 17:53:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ruminando literatices]]></category>

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		<description><![CDATA[



Bem-aventuradas todas as mulheres…
Bem-aventuradas as fortes e as carentes…
As que clamam por afagos e afeição…
As que amam seus filhos, com devoção,
As que imploram por justiça e pão.
Bem-aventuradas todas as mulheres,
De raça, de fibra e de cor,
Multifacetadas, plurais e únicas,
Obras de arte do Criador…
Bem-aventuradas as mulheres
Que sentem na carne a dor
Do parto, da partida, das despedidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p><div id="attachment_146" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><img title="pensadora" width="255" class="size-full wp-image-146 " src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/pensadora.jpg" alt="Foto: Ney Mourão" height="210" /><p class="wp-caption-text">Foto: Ney Mourão</p></div></p>
</div>
</div>
<div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;">Bem-aventuradas todas as mulheres…<br />
Bem-aventuradas as fortes e as carentes…<br />
As que clamam por afagos e afeição…<br />
As que amam seus filhos, com devoção,<br />
As que imploram por justiça e pão.</div>
<div>Bem-aventuradas todas as mulheres,<br />
De raça, de fibra e de cor,<br />
Multifacetadas, plurais e únicas,<br />
Obras de arte do Criador…</div>
<div>Bem-aventuradas as mulheres<br />
Que sentem na carne a dor<br />
Do parto, da partida, das despedidas e chegadas.<br />
Bem-aventuradas todas, todas as mulheres…<br />
As bem nascidas, as mal-amadas…<br />
As donas de casa, as donas do mundo…<br />
As donas do próprio nariz…</div>
<div>Bem-aventuradas as mulheres…<br />
As que andam corretas, as que se perdem por um triz…<br />
Bem-aventuradas as filhas, as mães,<br />
Bem-aventuradas as estéreis, as de espíritos santos…<br />
As que amamentam e cuidam…</div>
<div>Bem-aventuradas as pacientes, as impacientes,<br />
As doutoras e doentes…<br />
Bem-aventuradas as mulheres…<br />
As normais, as loucas, as cientes…<br />
Bem-aventuradas as que aprendem<br />
As que ensinam, as que já nascem sabendo…</div>
<div>Bem-aventuradas todas as mulheres…<br />
Bem-aventurada você!!!<br />
<strong><span style="color: #ff6600;">(Ney Mourão - Do livro &#8220;Notas Dispersas pelas Paredes&#8221;)</span></strong></div>
<div><strong><em>Às leitoras do meu blog, meu abraço, com carinho!</em></strong></div>
]]></content:encoded>
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		<title>(Sem título, ainda)</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=290</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 03:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Agora entendo
porque a noite
a mim parecia mais bela.
Havia o brilho
dos seus olhos nela!
(Ney Mourão)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-291" style="margin-top: 8px; margin-bottom: 8px; margin-left: 7px; margin-right: 7px; border: 0px none currentColor;" title="olhar" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/olhar-300x225.jpg" alt="olhar" width="200" height="125" /></p>
<p>Agora entendo<br />
porque a noite<br />
a mim parecia mais bela.<br />
Havia o brilho<br />
dos seus olhos nela!</p>
<p>(Ney Mourão)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Da vinda do amor&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 02:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

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		<description><![CDATA[Amor bom chega aos poucos. É como aquela brisa de fim de tarde, quando dia e lusco-fusco da noite brincam de esconde-esconde nas dobras do tempo.
Amor bom e novo tem um jeito inquietante de deixar-nos desconcertados com um olhar. É como se, a olhos nus, pudessem nos desnudar a alma.
Amor bom fala baixinho, mas provoca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-medium wp-image-287 alignleft" style="margin-top: 8px; margin-bottom: 8px; margin-left: 7px; margin-right: 7px; border: 0px none currentColor;" title="hands" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/02/hands-300x198.jpg" alt="hands" width="300" height="198" />Amor bom chega aos poucos. É como aquela brisa de fim de tarde, quando dia e lusco-fusco da noite brincam de esconde-esconde nas dobras do tempo.<br />
Amor bom e novo tem um jeito inquietante de deixar-nos desconcertados com um olhar. É como se, a olhos nus, pudessem nos desnudar a alma.<br />
Amor bom fala baixinho, mas provoca escândalos na cavidade do peito. É assim, feito ecos de acordes. Um quê qualquer de vontade de demoramento. Inquietude de véspera.<br />
Amor bom, no início, teme e tem tremores face aos espelhos dos olhos. Mas provoca vontades de espelho, perfumes, ensaios para permanências e chegadas.<br />
Amor bom, no início, nunca se aproxima aos berros. Mas o amante teme ser ouvido, em meio à multidão de ruídos. Amor bom aquece a face. Provoca rubores e receios de rumores. Fala baixo, no timbre necessário que só as almas ouvem.<br />
Amor bom, inchado de tão novo, é homeopatia. Florais. Bach e Mozart, sem hora marcada. Fuso horário atrapalhado pela vontade de luas e toques de mãos. Confunde suspiros com aromas. Chocolate, chás, cafés, camomilas, pitangas, profusões de desejos de acalmar sem conseguir.<br />
Amor novo, quando chega, dá vontade de ficar. De ser, permanecer. Ou ir, por aí, perdido e gostando de perder-se.<br />
Amor novo não se comporta. Dique rompido, correnteza, vazante. Chega e inunda. Devagar, mas definitivo, transformador.<br />
Amor novo é bom de sentir. Bom de viver&#8230;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre times, equipes, chefes e líderes&#8230;</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=276</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 14:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

		<category><![CDATA[equipe]]></category>

		<category><![CDATA[facilitador]]></category>

		<category><![CDATA[Líder]]></category>

		<category><![CDATA[liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[Republicando, a pedidos, um post, de um tempinho atrás&#8230;
Mais algumas divagações sobre meu tema predileto: a liderança…
Uma verdadeira equipe não é um aglomerado de pessoas reunidas pelo medo, necessidade ou anseio por vitórias sobre outros. Uma equipe é mais que mera reunião. É uma junção de pessoas fortalecidas por laços orgânicos. O que define uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Republicando, a pedidos, um post, de um tempinho atrás&#8230;</strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-277" title="lider" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/lider-240x300.jpg" alt="lider" width="240" height="300" />Mais algumas divagações sobre meu tema predileto: a liderança…</p>
<p>Uma verdadeira equipe não é um aglomerado de pessoas reunidas pelo medo, necessidade ou anseio por vitórias sobre outros. Uma equipe é mais que mera reunião. É uma junção de pessoas fortalecidas por laços orgânicos. O que define uma equipe é a causa comum que consegue acolher visões diferenciadas. O que define uma equipe é a capacidade de somar diferenças. O que define uma equipe de sucesso é a capacidade conjugada de abdicar de interesses pessoais em favor de uma soma de competências. E tudo isto, não necessariamente para grandes obras, grandes feitos ou atos revolucionários. É no cotidiano, nas pequenas coisas que se constrói a teia, que se solidificam os elos, que se acomodam as pedras da estrutura.</p>
<p>Toda equipe precisa de um ou mais líderes. Erra quem acha que eles são os mais importantes da cadeia formadora da equipe. Eles são os que validam a importância de todos. São melhores líderes os que conseguem captar, dentre a banalidade habitual do cotidiano, os valores e relevâncias de cada pessoa e, descobertos esses valores, fazer com que eles aflorem, num belo manancial de força e mobilização. Desconfiem dos líderes que sempre dão ordens. Os melhores mobilizam talentos e vontades. O verdadeiro líder raramente precisa mandar, pois seu esforço por fazer nascer na equipe o desejo duma colaboração voluntária é sempre coroado.</p>
<p>Eis o desafio: dizer cada vez menos o EU imperativo e assumir o NÓS colaborativo. Esta é uma mentalidade transformadora. Esta é uma postura capaz de construir impérios solidificados na ética, na verdade, no bem e no belo. Grandes líderes humanitários ensinaram, ao longo da História humana a construção alicerçada no acolhimento de diferenças, na soma dos valores individuais – sem contradizer o anseio pelo fortalecimento do tecido coletivo. Assim, conseguiram transcender-se e transcender. Assim, realmente foram exemplo a seguir. Conseguiam construir EQUIPES, TIMES vencedores, cujas histórias ficaram e ficarão na História, como lembranças suaves a embalar os corações e almas. Todos os demais foram apenas chefes, perdidos em suas ilhas de ilusão e reconhecimento efêmero.</p>
<p>O líder é o que sabe canalizar sentidos em prol do outro. Saber abrir os braços para o toque. Saber usar as pernas para caminhar ao encontro. Saber distinguir os aromas dos receios e o sabor das conquistas. E, acima de tudo, saber OUVIR! Ouvir o outro, saber de suas necessidades, saber de suas falas, perceber o que es esconde nas entrelinhas do que é dito e no silêncio do não-dito.</p>
<p>Investir na força da liderança verdadeira é tarefa que toda organização que almeja o sucesso deve ter em suas ações. Desafios e dificuldades se impõem, é claro. É fácil para um líder se deixar embalar pela falsa sedução do comando. Mas cabe aos líderes o papel diferenciado de, pelo menos, TENTAR um mundo melhor!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Motivação será o tema principal de palestra na Escola Alemã Corcovado/RJ</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=272</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2011 16:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

		<category><![CDATA[Escola Alemã Corcovado]]></category>

		<category><![CDATA[motivação]]></category>

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		<description><![CDATA[Motivação, criatividade, trabalho em equipe, liderança:
esses serão alguns dos temas abordados na palestra que estarei ministrando na Escola Alemã Corcovado, localizada na cidade do Rio de Janeiro, no dia 29 de junho, quarta-feira. Estarão presentes cerca de 90 alunos do Primeiro Ano do Ensino Médio.
Descontração, com boas vivências e muito aprendizado, prometem ser os ingredientes principais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #003300;"><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-273" title="motivacao" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/motivacao-150x150.jpg" alt="motivacao" width="150" height="150" />Motivação, criatividade, trabalho em equipe, liderança:</strong></span><br />
esses serão alguns dos temas abordados na palestra que estarei ministrando na Escola Alemã Corcovado, localizada na cidade do Rio de Janeiro, no dia 29 de junho, quarta-feira. Estarão presentes cerca de 90 alunos do Primeiro Ano do Ensino Médio.<br />
Descontração, com boas vivências e muito aprendizado, prometem ser os ingredientes principais do encontro do educador com os jovens.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vai um Rivoqualquer coisa aí?</title>
		<link>http://neymourao.com.br/blog/?p=268</link>
		<comments>http://neymourao.com.br/blog/?p=268#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 May 2011 12:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gestos e indigestões]]></category>

		<category><![CDATA[antidepressivos]]></category>

		<category><![CDATA[Gilberto Dimenstein]]></category>

		<category><![CDATA[Rivotril]]></category>

		<category><![CDATA[tarja preta]]></category>

		<category><![CDATA[TDAH]]></category>

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		<description><![CDATA[Habitualmente, não publico, por aqui, matérias jornalísticas, já que até esse momento o blog não teve esse objetivo. Notem bem que disse &#8220;até esse momento não teve&#8221;, pois quem já escreveu um poema em que há versos que dizem &#8220;sou tantos, que costumo acordar procurando por mim&#8221; pode dar-se a essas mudanças de postura, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000080; font-size: xx-small;"><strong></strong></span><img class="alignleft size-full wp-image-269" style="border: 1px solid black; margin: 7px 8px;" title="antidepressivos" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/antidepressivos.jpg" alt="antidepressivos" width="207" height="210" />Habitualmente, não publico, por aqui, matérias jornalísticas, já que até esse momento o blog não teve esse objetivo. Notem bem que disse &#8220;até esse momento não teve&#8221;, pois quem já escreveu um poema em que há versos que dizem &#8220;sou tantos, que costumo acordar procurando por mim&#8221; pode dar-se a essas mudanças de postura, sem nenhuma culpa. Portanto, vamos lá. Primeiro, um artigo do Gilberto Dimenstein, intitulado &#8220;O massacre da tarja preta&#8221;. Além da abordagem sobre as consequências do uso excessivo do computador pelos adolescentes, ele fala, com propriedade, sobre o abuso do uso de remédios para &#8220;supostos&#8221; distúrbios psicológicos junto a essa faixa etária. Meu comentário vem logo depois.</p>
<p><strong></p>
<p>O  massacre da tarja preta</strong></p>
<p>O relógio biológico da  adolescência é diferente; o computador está tornando acordar cedo mais  difícil</p>
<p>É UM MASSACRE da tarja preta contra crianças e  adolescentes brasileiros, levados a tomar desnecessariamente remédios para  supostos distúrbios psicológicos. Essa intoxicação tem respaldo de médicos,  psicólogos, pais e professores.<br />
Na semana passada, a Folha  publicou a descoberta de psiquiatras e neurologistas da USP, Unicamp e Albert  Einstein College of Medicine (EUA): 75% das crianças e adolescentes brasileiros  que usam medicamentos tarja preta foram diagnosticados erroneamente como  portadoras do chamado TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade).  A pesquisa será apresentada no final d este mês durante congresso na  Alemanha.<br />
Esse abuso bioquímico para controlar atitudes de crianças e  adolescentes revela como os adultos têm dificuldade de entender e lidar com as  novas gerações e até entender o mundo em que vivemos.<br />
Vive-se num ritmo  hiperativo de produção e disseminação de conhecimento. Por conta das redes  digitais, as crianças e os adolescentes já nascem conectados e com um pé no  mundo. São bombardeados por informações e se sentem aptos a compartilhar e  interferir sobre o que veem, ouvem ou sentem. Na era das mídias sociais, todos  somos, em certo grau, comunicadores lidando simultaneamente com uma  multiplicidade de dados e estímulos.<br />
Saiu recentemente um livro intitulado  &#8220;Blur&#8221; (desfocado em inglês), escrito por Bill Novak, ex-jornalista do &#8220;New  York&#8221; e diretor de um centro de estudos de jornalismo em Harvard, em que se  afirm a o seguinte: &#8220;Em três anos se produziu no século 21 mais do que nos  últimos 300 mil anos.&#8221;<br />
É nesse ambiente que as  crianças nascem e são treinadas, quase desde o berço, a jogar videogames cada  vez mais velozes e complexos, o que, para muitos cientistas, desenvolve as  habilidades cognitivas. Esse universo hiperativo do virtual valoriza o  presente, o agora, o já, tudo imediato, e se esvai com a velocidade de um novo  aplicativo. Muito mais difícil ensinar coisas que não têm sentido imediato e que  envolvem complexidades. Existem até novas reações cerebrais. Mas tanta  luminosidade das máquinas acaba gerando problemas. Existem evidências  científicas mostrando que ficar de noite na frente da luz do computador  atrapalha o sono, mexendo nos hormônios. O relógio biológico da adolescência já  é naturalmente diferente; o computador está tornando acordar cedo ainda mais  complicado.<br />
Por que um estudante,  acostumado com a interatividade e compartilhamento de informações, ficará  tranquilo numa sala de aula com baixa interatividade, ouvindo o professor  despejar conteúdos que não lhe fazem sentido? Interessante que o Conselho  Nacional de Educação tenha lançando, na semana passada, novas diretrizes para  que o ensino médio seja estruturado em quatro eixos adaptáveis para cada local:  cultura, ciência, tecnologia e trabalho. Além disso, parte das aulas pode ser  dada a distância.<br />
É um ensaio de ruptura com o obsoleto. Lembremos que a  escola como conhecemos foi criada exatamente no tempo das chaminés, mirando-se  na estrutura das indústrias, compartimentalizadas em departamentos separados.  Até a sirene veio dali. O que se discute hoje é até que ponto os sistemas de  avaliação, evidentemente necessários, nã o estão baseados na era da  chaminé.<br />
Até as universidades  mais sofisticadas do mundo estão mudando suas práticas para cultivar seus  alunos, estimulando mais a experimentação, montagem de projetos e trabalho em  equipe. São desenvolvidos laboratórios apenas para desenvolver o  empreendedorismo. Não são poucos os ícones da inovação que não conseguiram  acabar seus cursos como Steve Jobs, Paul Allen, Mark Zuckerberg, e por aí  vai.<br />
Minha  suspeita é de que essa medicação de tarja preta não seja uma solução para tratar  um problema que, em muitos casos, é real, mas sim para colocar a disciplina  acima da criatividade. Como dizia Einstein, apontado como portador de  distúrbio de atenção, para quem educar é estimular a imaginação (&#8221;mais  importante do que conhecimento é a imaginação&#8221;), loucura é fazer sempre a mesma  coisa e esperar resultados diferentes. Quem sabe se ele nascesse hoje não seria  mais um medicado com tarja preta.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><br />
Minhas ruminações:</p>
<p></strong><span style="color: #000000;">Esse &#8220;massacre&#8221;  não é só junto a crianças e adolescentes. Cada vez mais a população brasileira está sendo inundada por drogas para os tais &#8220;supostos&#8221; distúrbios psicológicos. Experimente marcar uma consulta em qualquer psiquiatra, hoje, e demonstre na consulta uma tristeza qualquer, seja por qualquer motivo. Você sai de lá com uma maravilhosa receita de felicidade de bolso. Cada vez mais as pessoas tendem a se esforçar cada vez menos para assumirem seu próprio controle das emoções, delegando às pílulas a responsabilidade por um bem-estar artificial, mecânico. Não sou contra o suporte, quando necessário, mas desconfio (pra não dizer que tenho a certeza, por não ser especialista no assunto) que os exageros são crescentes. Recentemente, estive com um grupo de pessoas, em um pequeno evento. Das cerca de 15 presentes, umas 8 ou 9 ingeriam antidepressivos, antiansiolíticos ou algum outra antiqualquercoisa.</p>
<p>Sou terapeuta holístico. Atuo com Reiki, Florais de Bach, Reflexologia Podal, Aromaterapia, dentre outras técnicas. E tenho sido procurado cada dia mais por pessoas que foram diagnosticadas com depressão, síndromes diversas quando, após algum tempo, percebemos, juntos, que o que elas tinham era tristeza, carência, falta de uma boa amizade ou de perspectivas de vida. Eu próprio, há alguns meses, depois de algumas autotentativas de enfrentamento de um problema pessoal, fui a um profissional da área de Psicologia. Saí de lá com uma receita do que &#8220;há de mais moderno&#8221;  em termos de regulador das endorfinas. Cheguei a tomar por algumas semanas, até perceber que o que preciso, de fato, é resolver um problema pessoal que se arrasta há um bom tempo e que precisa de um ato de coragem para ser resolvido - e coragem verdadeira, feliz ou infelizmente, ainda não vem em cápsulas!</p>
<p>Quando as maravilhosas conquistas em cápsulas podem ser abandonadas, sem danos ao organismo, ainda vá lá. O problema são as que causam dependência, as que não podem ser interrompidas sem uma observação rigorosa, as tarjas pretas que tornarão o indivíduo permanentemente iludido, as que, quando interrompidas temporariamente, causam o chamado &#8220;efeito rebote&#8221; - a pessoa fica com suas emoções em descompasso, algumas até agressivas, soltas por aí, pelo trânsito e pelo convívio com os demais na selva humana.</p>
<p>Lembrete mais importante: todas essas drogas alimentam, sim, uma INDÚSTRIA, como qualquer outra, poderosa, com suas artimanhas, seu mercado, marketing vigoroso (inclusive junto à clientela médica, cujas viagens a congressos pelo país e pelo mundo costumam ser bancadas pelos grandes laboratórios). O Rivotril é, hoje, um dos medicamentos mais consumidos no Brasil. Não é preciso fazer as contas, para sabermos que há, sim, interesse em que as pessoas fiquem relaxadas e tranquilas, embaladas sob os seus componentes. Ou seja: fazer uma leitura crítica daquilo que nos receitam e daquilo que aceitamos é um desafio, mas pode ser um excelente exercício - inclusive de cidadania.</p>
<p>Grande abraço.<br />
Ney </span></span>Mourão</p>
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		<item>
		<title>Feliz Dia das Mães!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 14:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ruminando literatices]]></category>

		<category><![CDATA[Dia das Mães]]></category>

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		<description><![CDATA[

Quisera falar de carinho e ternura,
em uma linguagem que todos os corações entendessem.
Quisera explicar o afeto e a brandura
em palavras tão simples que dispensasse legendas.
Quisera transmitir a todos, pelo mundo afora,
a crença na esperança que, como fonte, jorra e aflora.
Quisera, sim, ser capaz de evidenciar
os verbos sinônimos do amar
em uma canção universal e bela
que qualquer [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal"><img class="alignnone size-medium wp-image-266" title="maes" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/maes-300x300.jpg" alt="maes" width="300" height="300" /><br />
Quisera falar de carinho e ternura,<br />
em uma linguagem que todos os corações entendessem.<br />
Quisera explicar o afeto e a brandura<br />
em palavras tão simples que dispensasse legendas.<br />
Quisera transmitir a todos, pelo mundo afora,<br />
a crença na esperança que, como fonte, jorra e aflora.<br />
Quisera, sim, ser capaz de evidenciar<br />
os verbos sinônimos do amar<br />
em uma canção universal e bela<br />
que qualquer ser fosse capaz de escutar.<br />
Quisera ser capaz de encontrar a síntese da expressão<br />
da entrega incondicional<br />
da doação irrestrita<br />
da aceitação sem barreiras.<br />
Quisera ser capaz de falar à alma dos homens<br />
e dizer-lhes de seres capazes de renunciar aos próprios sonhos<br />
para dedicar-se às esperanças de outro,<br />
sem nada pedir<br />
sem nada exigir.<br />
Na impossibilidade de tanto,<br />
optei apenas por dizer uma palavra<br />
um vocábulo apenas<br />
onde cabe tudo isso e mais tudo aquilo<br />
que as palavras não conseguem expressar.<br />
Sentimentos que povoam a alma<br />
e acalentam o espírito.<br />
Uma palavra: MÃE!</p>
<p class="MsoNormal">A todas as mães, um dia feliz. Que as palavras ditas hoje sejam verdadeiras. Que as não ditas sejam compreendidas pelo olhar, pelo toque, pelo abraço&#8230;<br />
Aos filho, um colo eterno de mãe em seus corações&#8230;</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Ney Mourão<br />
08/05/2011 </strong></em></span></p>
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		<title>Natal!!!</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 20:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ruminando literatices]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje o Natal chegou aqui… 
E chegou assim, sem nenhum aviso, carta, telegrama ou mensagem pelas ondas informatizadas. Veio carregado por uma brisa suave, uma espécie de sopro de luz, que foi transformando minha rua, esbarrou sorrateiro na soleira do portão, desalinhou a grama do quintal, fez eriçar o orelha do cachorro, estalou o tapetinho da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><span style="font-size: x-small;">Hoje o Natal chegou aqui…</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><span style="font-size: x-small;"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><a href="http://www.zenitude.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/natal.jpg"><span style="font-size: x-small;"><img class="alignleft size-full wp-image-985" style="float: left; margin: 7px 8px;" title="natal" src="http://www.zenitude.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/natal.jpg" alt="" width="400" height="300" /></span></a><span style="font-size: x-small;">E chegou assim, sem nenhum aviso, carta, telegrama ou mensagem pelas ondas informatizadas. Veio carregado por uma brisa suave, uma espécie de sopro de luz, que foi transformando minha rua, esbarrou sorrateiro na soleira do portão, desalinhou a grama do quintal, fez eriçar o orelha do cachorro, estalou o tapetinho da porta, espalhou um sei-lá-o-quê pela sala e, como uma criança travessa, jogou-se de corpo inteiro em minha cama, desarrumando tudo com um sabor de enfim cheguei.</span></span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><span style="font-size: x-small;"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">O Natal chegou hoje aqui e tudo ficou confuso e belo como desejo de cantar sem explicações. Trouxe consigo uma vontade de sair pelas ruas brincando com os passarinhos e fazendo sorrir os porteiros dos prédios dos apartamentos. Trouxe do firmamento um pedaço de azul que tingiu meu dia com uma mansidão de fazer dormirem os bandidos, sonhando com violetas e borboletas sobre os fuzis. Trouxe dos horizontes um pacote de estrelas e, com elas, fez desenhos em minha testa, convidando-me a sair pelas ruas, vestido de poesia, dizendo sonetos de amor para quem tivesse ouvidos.</span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">Veio com o Natal, de lugares desconhecidos, uma alegria com gosto de caramelos. Em seu rastro, pude ver passarinhos ensaiando valsas e um cordel encantado de pessoas espalhando cortesia, solidariedade, amor, paz, respeito, tolerância, carinho, afeição e bondade. À frente delas, num caminhar suave, um menino-Deus, com olhos acolhedores, espalhando boas-novas e falando de um mundo novo, que acaba de chegar.</span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">O Natal chegou, trazendo um sentimento de possibilidades e esperança que há muito eu não sentia. Quando abriu a bagagem, pertinho de meu coração sobressaltado e radiante, não vi lá presentes luxuosos, não vi as constelações exuberantes das vitrines, mas percebi uma fagulha ínfima, quase imperceptível. Desses detalhes pequeninos como um olhar furtivo entre amantes, que é necessário capturar naquele instante fugaz, guardar nas estantes da alma, pra nunca mais fugir da memória. Estava lá, no cantinho da mala, entre coisas de ir e vir, entre registros de chegada e partida. Recolhi com calma o pequeno embrulho. Por fora, em letras simples, sem rebuscamentos, estava escrito: “Espírito Natalino”. Abri, e o que era pequeno transformou-se em infinito.</span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">O Natal chegou e espalhou o espírito natalino em meu peito, em minha casa, em meu quintal, em minha rua, em minha cidade. Espalhou o amor do Menino-Deus pelos céus e pelos ares. Ele, então, com um sorriso de Natal que só o Natal sabe dar, assoprou do fundo de sua alma uma brisa de luz, que fez com que tudo de bom que havia chegado até ali também se espalhasse pelo mundo.</span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">Abra sua porta agora. Corra! Abra a janela! Depressa! Vá até o jardim! Estenda as mãos para os céus e receba! Não importa que data seja hoje. Talvez seja mesmo dezembro. Quem sabe janeiro, abril ou maio. O que importa é que você se abra e receba aí, levado pela brisa, o espírito transformador desse Natal transformador. Acredite. Feche os olhos e veja com a alma! Eu vi e compartilho com você! O Natal chegou aqui e, do meu coração para o seu, envio pela brisa! E, se em um dia qualquer de qualquer ano, você sentir tudo isso chegando aí, não se assuste. Devem ser, ainda, pequenos vestígios de Natal, soprados pelo vento mágico do amor do Deus Menino, chegando até você. Receba, em qualquer momento, e compartilhe.</span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;">Um Feliz Natal!</span></span><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"> </span></span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><strong><em><span style="color: #ff6600;"><span style="font-size: x-small;">Ney Mourão – 2010</span></span></em></strong></span></span></p>
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		<title>Da passagem dos dias</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 01:59:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ney Mourão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geléia Geral - Tudo misturado e ao sugo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já fazem dias&#8230;
Tenho-me sentido tão cansado,
mas tão cansado, arfante,
soturno e triste,
que sinto que as malas para a partida
talvez não sejam tão pesadas
quanto estes batentes de permanência
em que me ancoro&#8230;
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-261" title="caminho" src="http://neymourao.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/caminho.jpg" alt="caminho" width="360" height="480" />Já fazem dias&#8230;<br />
Tenho-me sentido tão cansado,<br />
mas tão cansado, arfante,<br />
soturno e triste,<br />
que sinto que as malas para a partida<br />
talvez não sejam tão pesadas<br />
quanto estes batentes de permanência<br />
em que me ancoro&#8230;</p>
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